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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Jogos Bíblicos encerram o mês dedicado a Palavra de Deus



Durante o mês de setembro que é dedicado a  Palavra de Deus,  na reunião de  nossa comunidade ( segunda - feira), foram realizados JOGOS BÍBLICOS com o objetivo de conhecer a Bíblia de uma forma dinâmica e criativa. No último dia ( 30),  o grupo que ganhou em 1º lugar, recebeu como prêmio o  livro " Quando fala o coração - o amor da sentido a vida". Os demais ganharam os livros " Leitura orante da Palavra de Deus". Através dos jogos, os participantes aprenderam um pouco mais sobre o Antigo e o Novo Testamento.

Parabéns a todos os participantes!!!

sábado, 7 de setembro de 2013

Mês da Bíblia 2013

 



Depois do estudo dos quatro evangelhos para conhecer a pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem em preparação ao novo milênio retornamos 10 anos depois com o estudo dos evangelhos, mas agora com outros enfoques e desafios. Assim como foi estudado no mês da Bíblia de 2012 o evangelho de Marcos este ano estamos estudando o evangelho de Lucas.

A proposta agora é conhecer o Evangelho de Lucas sob o olhar do discipulado-missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: O Brasil na missão Continental assume o tema do mês da Bíblia de 2013. O tema para o mês bíblico 2013 se alia a caminhada do ano Litúrgico, o ano C, em que privilegia o evangelho de Lucas relevando os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado:

- o encontro com Jesus Cristo;
- a conversão;
- o seguimento;
-a comunhão fraterna;
- e a missão propriamente dita.

O lema para este mês Bíblico que foi indicado pela Comissão Bíblico-Caquética da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) é: "Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido" (Lc 15).

Quem é o autor do evangelho de Lucas?
Desde os primeiros séculos os autores consideram que o evangelho seja de Lucas. Muitos comentaristas atribuem ao evangelista Lucas à profissão de médico (cf. Cl 4,14) e o identificam com o discípulo e colaborador e secretário de Paulo (cf. Fm 23ss, 2Tm 4,11). Possivelmente tratou Paulo em suas enfermidades.
As narrativas que encontramos no evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos indicam que Lucas possui vasto conhecimento da língua e cultura grega sendo influenciado pelo estilo dos historiadores de sua época (Lc 2,1-2) dos poetas gregos; utilizando a tradução grega da Bíblia e conhecendo bem o Império Romano, mas quase nada da Palestina. No seu Evangelho muitas vezes as informações sobre a Palestina carecem de um conhecimento mais profundo, fato este comprovado no decorrer da narrativa.

Época? Lugar onde foi escrito? Qual era seu objetivo?

O Evangelho de Lucas deve ter sido escrito entre os anos 80 a 90 e não há uma precisão exata sobre o lugar onde foi escrito. Se admite que estaria entre a Grécia ou Ásia, ou mesmo a Antioquia da Síria.
Fato notório nos escritos de Lucas é a prioridade dada aos cristãos provenientes do paganismo de cultura grega e aos judeus que moravam fora da Palestina (na diáspora). Eram comunidades de origem Paulinas, com imensas dificuldades de adaptação. Os escritos de Paulo confirmam este aspecto.
Diante da catástrofe que foi a guerra judaica (70 d.C.), do cerco e destruição da cidade de Jerusalém por Tito e 4 legiões romanas,da destruição e incêndio do Templo de Jerusalém, da conquista de Massada 73 d.C., dos conflitos internos e externos que transparecem no texto, o Evangelho de Lucas passou a fortalecer a fé das comunidades e reforçar o seu papel na história da salvação e assim, mantendo-as corajosamente no seguimento a Jesus Cristo. 

Estrutura do Evangelho Segundo Lucas
Existem várias formas de estruturar o Evangelho de Lucas, podemos afirmar que cada comentarista elabora uma estrutura segundo aquilo que desenvolve. Optamos para a proposta de subdividi-lo em seis partes, poderão seguir outras.

A primeira parte (Lc 1,1-4). Consta do prólogo, no qual o autor explica os motivos que o levaram a escrever o Evangelho, apresenta o método utilizado e o dedica a Teófilo. Esta abertura é muito interessante e mostra o que verdadeiramente Lucas se propõe.

A segunda parte (Lc 1,5-4,15). Lucas apresenta um paralelo entre o nascimento e a infância de João Batista e Jesus. Acontecimentos que envolvem a João Batista como a pregação e encarceramento de João Batista contrapondo o ministério público de Jesus (batismo, sua genealogia e as tentações – (Lc 3,1-4,13).

A terceira parte (Lc 4,14-9,50) o autor relata o Ministério de Jesus na Galileia, o acontecimento na sinagoga de Nazaré a rejeição, as atividades se centralizam em Cafarnaum e no lago; discussões com os fariseus, ensinamentos, milagres, parábolas e questões referentes à sua identidade. A parte conclusiva deste período de vida de Jesus conclui-se com a transfiguração, no monte Tabor, onde ele vai com Pedro Tiago e João seus testemunhas.

A quarta parte (9,51-19,27). Lucas narra a viagem de Jesus, com seus discípulos a Jerusalém. Eles percorrem o caminho da Samaria, entre as montanhas. Os judeus não faziam este trajeto, pois não se davam bem com os samaritanos, preferiam o caminho do vale do Rio Jordão até Jericó e depois subiam a Jerusalém, pela antiga estrada romana do deserto da Judéia. Jesus aproveita esta caminhada para instruir seus discípulos e discípulas, as exigências no seguimento e os pontos fundamentais que dariam a base do Reino de Deus.

A quinta parte (Lc 19,28-21,38) Jesus em Jerusalém com a entrada e atividade na área do Templo e o discurso escatológico. Tudo se prepara para o desfecho final.

A sexta parte (22,1-24,53) aparecem as narrativas da paixão, morte, sepultamento de Jesus (22,1-23, 56a), as aparições de Jesus ressuscitado (23,56b-24,35) o episódio do túmulo vazio e da conversa com os discípulos de Emaús a caminho de Emaús (24,13-35); e finaliza com a ascensão ao céu (24, 36-53).

Pontos fundamentais da Teologia Lucana.

Na leitura do evangelho de Lucas destacamos os pontos fundamenta da Teologia Lucana. Dar importância a estes pontos ajudam a termos uma compreensão mais rápida e profunda: Seus escritos buscam acentuar sempre a Teologia da História da Salvação, destacando os títulos cristológicos de Jesus Cristo e ressaltando a importância de Jerusalém. Outros pontos teológicos se consideram colunas fundamentais: mostra um Jesus que reza e ensina a rezar, Lucas não tem medo de ressaltar o papel e a importância das mulheres no seguimento, a contraposição entre pobreza e riqueza (comunidades paulinas que surgem nas periferias das grandes cidades portuárias do Império Romano), como uma das características da ética Lucana e a presença forte do Espírito Santo, podemos dizer que o evangelho de Lucas seja o evangelho do Espírito.

Chaves de leitura do evangelho de Lucas a partir dos pontos fundamentais.
Em Lucas aparece uma Teologia da História.

A Teologia Lucana é marcada por uma ênfase na história da salvação, que é dividida em três períodos:

1) o tempo da preparação, ou período da promessa, que seria  a história de Israel (AT), representado pelas personagens Zacarias, Isabel e João Batista;

2) o tempo do cumprimento da promessa que é o tempo da vida de Jesus; e

3) o tempo do anúncio, da Igreja, retratado no Livro dos Atos dos Apóstolos.
Uma peculiaridade na concepção histórico-salvífica de Lucas é sua abertura universal. 

Portanto, a salvação atinge todo o tempo e todas as pessoas, a humanidade (cf. Lc 2,30-32; 3,6; 9,52-53; 10,33; 17,16). Com isso, nos aponta para outro ponto fundamental que é o tema da Salvação.



Em Lucas a Salvação e para todos.

A salvação que Lucas demonstra em seu evangelho acontece na história. A compreensão da Teologia Lucana, demonstra que os termos salvação e libertação são equivalentes. Para os pequenos, pobres, marginalizados do Império Romano, a proposta de Jesus é avassaladora. Iria mudar suas vidas iria fazê-los senhores da própria história. A totalidade da pessoa humana seria salva. Nesse sentido, Jesus é o nosso "Salvador" (Lc 2,11; cf. At 5,31; 13,23), supera todas as propostas vinda da "paz Romana" e a ilusão de que o Imperador traria uma nova forma de vida.

Em Lucas Jesus Cristo se mostra misericordioso.

Teologia Lucana apresenta Jesus Cristo como compassivo e misericordioso (cf. Lc 7,13; 10,33; 15,20); Jesus profeta escolhido pelo Pai recebe uma missão de levar a Boa Nova aos pobres, aos pequeninos, aos que se encontram nas periferias das grandes cidades portuárias romanas (Lc 4,16-30; 7,36-50; 13,32-34). Em Jesus se realiza a revelação de Deus (Lc 1,42). Assim aparece no batismo, assim se manifesta na transfiguração do monte Tabor. No ministério público Jesus é apresentado como o Messias enviado por Deus, para salvar o seu povo (Lc 1,47; 2,11.30-32).
Lucas em sua narrativa mostra um Jesus que vai ao encontro dos samaritanos, valoriza os publicanos em Lc 5,27: Levi e em Lc 19,2-10: Zaqueu, dos pecadores (Lc 7,36-50; Lc 15,11-32); da viúva (Lc 7,11-17), enfim dos marginalizados e excluídos da sociedade. O Jesus de Lucas veio para todos e quer salvar a todos. Seu plano de evangelização começa com aquilo que é menosprezado e rejeitado pela sociedade.

Jesus ama a cidade de Jerusalém

O evangelho de Lucas dá grande destaque a cidade de "Jerusalém". Tudo começa e termina em Jerusalém (1,5-23; 24,53). Jesus não se omite de participar das festas de preceito realizadas no templo, em Jerusalém (2,22.42), e metade do evangelho de Lucas narra ou em viagem para Jerusalém ou em estadia nessa cidade (9,50-21,38). Concluindo podemos afirmar que a cidade de Jerusalém é o ponto de chegada de Jesus para realizar a obra (Lc 17,11; Lc 19,28-38) e o ponto de partida para as comunidades assumirem após a ressurreição, a continuidade de sua missão (Lc 24,52).

Jesus vive em Oração..

Lucas coloca em destaque a vida de oração de Jesus a tal ponto que o evangelho se entrelaça com os momentos de oração de Jesus, são muitos textos. Os momentos mais importantes de sua vida, as decisões mais radicais são preparadas pela oração. (Lc 1,10-11.13; 3,21; 5,16.33; 6,12; 9,18.28; 11,1.2-8; 18,9-14; 22,32.41; 23,46).
Em Lucas encontramos um Jesus que reza, nos mostra qual é conteúdo da oração (Lc 10,21-24; 22,42; 23,46), atende o pedido dos discípulos e ensiná-los a rezar (Lc 11,1) mostra que a eficácia da perseverança na oração tem resposta de seu Pai (Lc 18,1-8; 19,6-8; 21,36).

A ética Lucana.

A ética que Lucas apresenta em seu evangelho é voltada para os pobres e marginalizados. Existe uma contraposição entre pobreza e riqueza sendo um dos aspectos centrais do seu programa ético.
Priorizando esta ética Lucas reforça a dimensão do despojamento, como uma exigência do seguimento a Jesus (Lc 5,11; 6,29-36; 9,58; 12,33-34; 14,33; 18,22.25; 21,1-4). Desta sua compreensão ele pede as comunidades confiarem na providência divina (12,29-30).

As mulheres são discípulas de Jesus.

Possivelmente por influência da cultura grega o evangelista Lucas cita um número maior de mulheres seguidoras e discípulas de Jesus dos outros evangelistas. É considerado o Evangelista das mulheres. (Personagens). Não esta apegado a estrutura patriarcal da família Judaica e do menosprezo do judaísmo pela mulher que as consideram impuras. A religião Judaica impõe duramente o sistema do "Puro e do Impuro" Em Lucas a mulher participa da evangelização, acompanha o grupo dos discípulos atua na obra de Jesus.
Maria, mãe de Jesus para Lucas é aquela que se dispõe a participar da história da salvação. É nela que começa a se manifestar o mistério do Deus encarnado. Maria passa ser o modelo do discípulo/ da discípula, pois acolhe Jesus, está presente no seu ministério (4,16-30), discurso inaugural da sinagoga de Nazaré. Além de Maria encontramos ao longo do evangelho de Lucas outras mulheres: Maria, chamada Madalena, Joana, mulher de Cuza, Suzana, que seguem Jesus desde a Galileia (Lc 8,1-3), elas estão presentes na sua morte e são as primeiras testemunhas da Ressurreição (Lc 22,27 e 23,50-56), as mulheres Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também são narradas várias curas e encontros significativos, nos quais as mulheres são protagonistas: a sogra de Pedro, a mulher pecadora, a mulher com fluxo de sangue.

O Espírito Santo tem prioridade.

A presença do Espírito Santo como força que acompanha, conduz e inspira a missão de Jesus e da Igreja. Ele age em Jesus, Zacarias, Isabel, João Batista, Maria, Simeão, profetisa Ana e muitas outras pessoas.

Ser Alegre é seguir a Jesus Cristo.

A última chave de compreensão do evangelho é o tema da alegria. O autor reforça a certeza de que a verdadeira alegria nasce do seguimento de Jesus, do agir misericordioso, do desprendimento constante, do se deixar guiar pelo Espírito, da experiência profunda de que Jesus Cristo morto e ressuscitado é a Boa-Nova para toda a humanidade. 

Fonte: diocesedeassis.org

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pesquisa revela que Bíblia é pouco conhecida nos países desenvolvidos

A Bíblia, apesar de ser o livro mais difundido e traduzido no mundo, com versões em mais de 2.400 idiomas e dialetos, continua sendo quase desconhecida em muitos países que se dizem cristãos, sejam católicos ou protestantes, segundo pesquisa encomendada pela Federação Bíblica Católica apresentada no Vaticano. Participaram da pesquisa 13 mil pessoas de nove países: Estados Unidos, Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte), Holanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Rússia.
Somente 14% dos italianos entrevistados deram respostas corretas a perguntas básicas de conhecimento sobre a Bíblia, como "Os Evangelhos são parte da Bíblia?", "Jesus escreveu livros da Bíblia?" e "Quem, entre Moisés e Paulo, era um personagem do Antigo Testamento?".
Os resultados não foram muito melhores nos outros países: somente 17% souberam as respostas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, 15% na Alemanha, 11% na França e 8% na Espanha. Os mais bem classificados foram os poloneses, com 20% de respostas corretas, e os piores foram os russos, com 7% de acertos. Apesar disso, 75% dos norte-americanos afirmaram ter lido passagens da Bíblia nos últimos 12 meses, sendo que somente 27% dos italianos disseram o mesmo. França e Espanha tiveram respectivamente 21% e 20% de leitores da Bíblia.
Quanto a freqüentar a
igreja, 32% dos italianos disseram fazê-lo, contra 55% dos poloneses e 45% dos norte-americanos. Entre os católicos ortodoxos russos, somente 6% vai à missa a cada domingo. A maioria dos entrevistados afirmou ter a sensação de contar com a proteção de Deus: 86% de norte-americanos, 79% de poloneses e italianos, 78% de russos e 65% de espanhóis, sendo que a França registrou o menor número com somente 47%. Para 34% dos poloneses, 27% dos norte-americanos, 23% dos italianos e 21% dos russos, os textos bíblicos devem ser considerados a "Palavra de Deus" e, portanto, ser interpretados ao pé da letra e não de maneira crítica.
A Bíblia tem versões traduzidas para 2.454 idiomas, mas a tradução completa (incluindo o Antigo e o Novo Testamento) está disponível apenas em 438 idiomas. O Novo Testamento foi traduzido para 1.168 línguas e 848 outros idiomas têm pelo menos um livro bíblico.
Fonte: JMM / http://www.eternojesus.com

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Setembro - mês da Bíblia

Como ler com proveito a Bíblia?
Dedique um tempo diário para estudar e meditar a Bíblia: pode ser pela manhã, logo após acordar; ou, depois do almoço ou da janta; ou antes de dormir; ou, ainda, qualquer outro horário que se adapte ao seu tempo livre. A quantidade de tempo também pode ser livremente estabelecida: 10, 30, 60 minutos ou mais. Quanto mais tempo você tiver, melhor! Porém, divida o tempo total para as duas atividades que devem ser feitas: leitura e estudo. O ideal é dividir na ordem de 1/3 e 2/3, respectivamente. Assim, se você resolver dedicar 15 minutos diários, use 5 minutos para leitura e 10 minutos para o estudo.

Após estabelecer o horário que melhor o satisfaça, cumpra-o rigorosamente, não esquecendo nem adiando nenhum dia, mesmo que se sinta cansado. Lembre-se: devemos amar a Deus sobre todas as coisas! Se você não tiver uma Bíblia, adquira uma. Compre, entretanto, em livrarias católicas pois as versões comercializadas por livrarias evangélicas são incompletas quanto ao Antigo Testamento (faltam 7 livros e alguns trechos de Ester e Daniel). Existem Bíblias com uma linguagem mais simples (ex.: "Bíblia Ave Maria") e outras mais técnicas (ex: "Bíblia de Jerusalém"); leve aquela que esteja dentro da sua linguagem e das suas condições. Além disso, compre um caderno e também um comentário bíblico. As editoras católicas disponibilizam diversos comentários, dos mais simples aos mais completos. Folheie-os com calma e encontre um que atenda seus requisitos de linguagem e complexidade.
Adquirido o material e chegada a hora do estudo, com a Bíblia nas mãos, inicie com uma oração ao Espírito Santo, pedindo para que o ilumine. Pode ser a seguinte ou uma outra semelhante e espontânea:"Espírito Santo: Tu inspiraste estas palavras. Ilumina a minha mente para que eu possa compreendê-las. Vem, Espírito Santo, ilumina o meu coração e o meu entendimento. Ajuda-me a reconhecer a Verdade eterna que preciso para agradar a Deus. Amém."
Selecione a leitura. Há várias formas de se fazer isto... Você pode seguir a sugestão da Igreja e ler as leituras selecionadas para o tempo litúrgico em que estiver (algumas Bíblias trazem essa seleção de textos em apêndice no final do volume; caso sua Bíblia não possua essa indicação, imprima as páginas das Leituras Dominicas e Semanais que disponibilizamos neste Site) ou ler a Bíblia na forma sequencial, a partir do primeiro livro (neste caso, particularmente sugiro que se inicie pelo Novo Testamento - por ser mais dinâmico - para só depois se passar para o Antigo Testamento).
Leia com atenção - sem pressa e meditativamente - cada versículo. Não se incomode de precisar voltar a ler alguma passagem não muito clara. Releia todo o texto mais uma ou duas vezes, pois sempre acabamos percebendo algo que deixamos escapar na leitura anterior...
Identifique-se com os personagens em cada cena. Se estiver lendo os Evangelhos, coloque-se no lugar do sofredor Lázaro, no lugar de Mateus convidando Jesus para uma refeição... Considere tudo o que Jesus fala como diretamente dirigido a você. Ao ler as epístolas, além da voz do Apóstolo e do Espírito Santo, reconheça a voz da Igreja, exortando-o a aumentar e amadurecer a fé.
Termine a leitura também com uma oração ao Espírito Santo, como, por exemplo: "Fala, Senhor: teu servo está te ouvindo. Aqui estou, Senhor!", ou "Senhor: aqui estamos, Tu e eu, juntos agora. Fala-me, pois eu te escuto!". Faça, então, um breve silêncio.
Inicie o estudo lendo com calma e atenção o comentário sobre o texto lido. Leia também todas as notas de rodapé existentes na sua Bíblia: elas são importantes principalmente para os pontos mais obscuros.

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Setembro: mês da Bíblia

" Vossa Palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho"
Há 38 anos a Igreja do Brasil celebra no mês de setembro o Mês da Bíblia. A celebração teve sua origem na arquidiocese de Belo Horizonte, em 1971, e foi se espalhando para todo o Brasil.
O objetivo do mês da Biblia, segundo a assessora da Comissão Bíblico-Catequético da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é infundir no povo a convicção de que a Palavra de Deus é, por excelência, o livro que deve ser inserido na vida de cada pessoa. Fazer com que as famílias sintam necessidade de ter uma Bíblia em casa e incentivar a reunião das comunidades para o estudo e a vivência da Palavra de Deus.
A palavra Bíblia deriva da terminologia grega e significa “os livros”. É comparadaa uma biblioteca por possuir: cartas, orações, salmos, poemas, biografias,doutrinas, leis, profecias... São vários livros dentro de um mesmo e único livro: aBíblia. Trata da história de um povo oprimido e da ação de Deus em seu favor.Evidencia a antiga e a nova aliança. Tem o intuito de mostrar o porquê dosacontecimentos, e não descrever como verdadeiramente ocorreu, daí a importância dese levar em conta seus aspectos literários, históricos, doutrinários e cristãos.
Neste mês, a Igreja também comemora a festa de São Jerônimo, o “doutor máximo” no ensino das Santas Letras. No século IV, quando a Igreja saía das catacumbas e se multiplicavam os fiéis, a pregação do Evangelho devia se multiplicar. São Jerônimo se responsabilizou por traduzir para a linguagem popular de então, o latim, os Livros escritos nas línguas hebraica, aramaica e grega que contavam a misericórdia de Deus para com a humanidade.
Nesse mês dedicado a Bíblia somos convidados a ler e a refletir sobre este Santo Livro que tanto tem a nos ensinar.
Acolhamos com alegria a Palavra que nos liberta e salva!
Fontes: cnbb.org.br / universocatolico.com.br / cancaonova.com

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Como está dividida a Bíblia?

A Bíblia está dividida em duas grandes partes:

1. Antigo Testamento: Que são todos os livros escritos a partir do séc. XV a.C. até o nascimento de Cristo. Contém a Lei de Deus dada a Moisés, a história do povo de Israel e suas reflexões, bem como a previsão da vinda do Messias, que se deu com a vinda de Jesus Cristo.

2. Novo Testamento: Que são todos os livros escritos após a vinda de Jesus até o final do séc. I d.C.. Traz a vida e as obras de Jesus, a criação e a expansão da Igreja, além de documentos de formação do povo cristão.

Essas duas grandes divisões estão, ainda, subdivididas de acordo com o conteúdo dos livros. Temos assim, para o Antigo Testamento:

1. Livros da Lei: também chamados de Pentateuco, isto é, os "cinco livros" de Moisés, que abrem a Bíblia, e falam da Criação de Deus e da formação de seu Povo Eleito: Israel.

2. Livros Históricos: são os livros que descrevem as guerras de Israel, bem como a história de seus reinos.

3. Livros Didáticos: ou sapienciais, apresentam a sabedoria e poesia dos hebreus.

4. Livros Proféticos: foram escritos por profetas que pregavam o arrependimento e preparavam o povo eleito para a chegada do Messias Salvador. enquanto que, para o Novo Testamento, temos:

1. Livros do Evangelho: narram a vida, os ensinamentos, os milagres e a obras do Messias Jesus Cristo.

2. Livro Histórico: apresenta a instituição e expansão da Igreja Cristã, primeiro na Palestina e, a seguir, no mundo até então conhecido.

3. Epístolas: são as doutrinas e exortações escritas por alguns Apóstolos de Cristo e encaminhadas a comunidades ou fiéis cristãos.

4. Livro Profético: traz a vitória de Cristo e sua Igreja sobre as forças do mal e o juízo final.

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tradução da Bíblia para língua portuguesa

Saiba como foi a tradução do livro mais vendido no mundo, para a língua portuguesa
Logo depois da guerra, um grupo de exegetas e professores de Sagrada Escritura, desejoso de se encontrar para abordar problemas relacionados com a Bíblia, confrontar experiências sobre os métodos de pesquisa e do ensino da Sagrada Escritura nos seminários e, principalmente, preocupado com o emprego da Sagrada Escritura na instrução dos fiéis e nas várias modalidades da pastoral, concretizou este desejo com a realização da Primeira Semana Bíblica Nacional. Essa realização era uma resposta dos exegetas brasileiros ao desafio que o Papa Pio XII acabava de lançar com a sua Encíclica Magistral Divino Afflante Spiritu, promulgada no dia da festa de S. Jerônimo, em 1943.
No dia 18 de junho de 1946, o salesiano, Doutor em Sagrada Escritura, Pe. Antônio Charbel, enviou uma carta a todos os brasileiros, ex-alunos do Pontifício Instituto Bíblico, de Roma, consultando-os sobre a oportunidade de se promover uma Semana Bíblica Nacional. As respostas, prontas, foram unânimes. O Prefeito da Pontifícia Comissão Bíblica, de Roma, Cardeal Eugênio Tisserant, através do secretário da mesma, felicitava a iniciativa dos biblistas brasileiros, sinal da renovação dos estudos bíblicos no seio do clero católico.
Nesse mesmo documento, o Secretário da Pontifícia Comissão Bíblica manifestava o vivo desejo de que se fizesse no Brasil a tradução da Bíblia para o português, diretamente dos textos originais, hoje criticamente estabelecidos; aliás, esse propósito já estava explicitado nas iniciativas dos organizadores da Semana Bíblica. A Primeira Semana Bíblica Nacional, destinada a especialistas em Ciências Bíblicas, realizou-se de 3 a 8 de fevereiro de 1947, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cerca de quarenta participantes, vindos de muitos Estados do Brasil, compuseram a Semana. Ao iniciar os estudos e reuniões, foi enviado um telegrama ao papa Pio XII, reafirmando fidelidade e invocando as bênçãos de Sua Santidade. O papa respondeu com outro telegrama, enviando sua bênção apostólica, com os votos de fecundos trabalhos.
Ao encerrar-se a Primeira Semana Bíblica Nacional foi redigida uma circular intitulada: “Resoluções da Primeira Semana Bíblica Nacional” que continha as seguintes conclusões:
a) Instituição do DOMINGO DA BÍBLIA; b) Incentivar a publicação da literatura bíblica nacional; c) Fundação da LIGA DE ESTUDOS BÍBLICOS - LEB; d) Tradução literal da Bíblia para a língua portuguesa. Os frutos da Primeira Semana Bíblica superaram todas as expectativas, graças ao trabalho conjunto de seus organizadores e colaboradores biblistas espalhados pelo Brasil.
A partir desta iniciativa, institui-se o Domingo da Bíblia, cuja finalidade era criar uma ocasião para instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus, difundir mais amplamente a Bíblia e dar ensejo a que a homilia na Missa abordasse o assunto “Bíblia”. Sugeriu-se que o DOMINGO DA BÍBLIA fosse celebrado no último domingo de setembro, por estar mais perto da festa litúrgica de S. Jerônimo (30 de setembro), Doutor Máximo das Escrituras. Esse domingo começou a ser celebrado em todo o Brasil. Logo foi inserido, em caráter oficial, no “Diretório Litúrgico” do Brasil.
Fonte: cancaonova.com